Nua, mas para o amor não cabe o pejo,
na minha a sua boca eu comprimia.
E em frêmitos carnais, ela dizia:
- Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
fremente, a minha boca obedecia,
e os seus seios tão rígidos, mordia,
fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
disse-me ela, ainda quase em grito:
- Mais abaixo, meu bem! - Num frenesi.
No ventre pousei a minha boca,
- Mais abaixo, meu bem! Disse ela, louca,
moralistas, perdoai! Obedeci!...
Olavo Bilac
O ERÓTICO E O PORNOGRÁFICO
Dando-me conta do número exacerbado de poemas eróticos e pornográficos engavetados, achei por bem criar este blog para o deleite daqueles que gostam desse tipo de arte. Não pretendo com isso causar constrangimento a ninguém. E nem vou postar imagens de pessoas despidas por aqui. Mas vou levar àqueles que têm afinidades com esse tipo de poema, o prazer salutar da leitura.
Importante ressaltar a diferença básica entre poema erótico e poema pornográfico. (O poema erótico é aquele que insinua, que diz com outras palavras, sem ser inconveniente, digamos assim. Já o pornográfico é o que traduz ao pé da letra, fala das coisas como elas são, se é que me entendem.)
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