Ontem, a caminhar por essas ruas,
Revi velhas estórias, tristes sinas
Que esta mente mais uma vez assina
Com as letras amargas, quais se puas
A ferirem meu peito, sob as luas
Daquelas esqueléticas esquinas!
Ontem, qual um cavalo que, sem crinas,
Trotava livre pelas curvas: ruas
Do teu corpo sem placas de pudor,
Com tua porta aberta para o amor,
A me fazer deveras feliz!
Hoje, apenas um pangaré velhaco,
Quase sem pelo, estapafúrdio e fraco,
Implora ao tempo seu pedido de bis!
Miguel de Souza
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